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XXII FANTASPOA | Theater is Dead, de Katherine Dudas (Idem, 2026)
Baseado nas experiências pessoais de suas realizadoras, Theater is Dead une comédia e terror através da metalinguagem, na defesa da coexistência das artes, e em tom de desabafo às violências sofridas enquanto mulheres na indústria do entretenimento. Em tempos nos quais um ator de grande relevância em Hollywood chegou a dizer, em plena campanha para a temporada de prêmios, que artes como o ballet e a ópera não são tão importantes, cujas quais “as pessoas não se importam mais

Henrique Debski
há 5 horas6 min de leitura


CRÍTICA | Mortal Kombat II, de Simon McQuoid (Idem, 2026)
Em uma demonstração de escuta ao público, Mortal Kombat II volta atrás nas falhas cometidas pelo longa anterior, levando-se menos a sério, com a introdução de personagens clássicos, boas sequências de luta e narrativa mais coesa, ainda que absurda. Quando em 2021, o anúncio de uma nova adaptação da popular franquia de games de luta Mortal Kombat para os cinemas foi recebida com certa preocupação, tanto pela base de fãs quanto pelo público em geral. Nada apresentado no mater

Henrique Debski
há 2 dias4 min de leitura


XXII FANTASPOA | Favela Amarela, de Thiago Tuchu e Nicolas Lobato (Idem, 2026)
Como o pontapé inicial de um grande universo, Favela Amarela impressiona pela qualidade visual e narrativa, como curta de horror cósmico autossuficiente que se inspira em Lovecraft para debater o racismo nas periferias brasileiras. Como um país de proporções continentais, o cinema brasileiro explora, em suas diversas frentes, inúmeras problemáticas que assolam a sociedade – muitas que se arrastam e permanecem ao longo dos séculos, sempre transformadas e adaptadas às novas r

Henrique Debski
há 3 dias6 min de leitura


CRÍTICA | O Diabo Veste Prada 2, de David Frankel (The Devil Wears Prada 2, 2026)
Em ritmo de nostalgia, O Diabo Veste Prada 2 mantém o dinamismo e a essência de seu universo, ainda que no decorrer de sua duração abandone o bom debate acerca do jornalismo dos dias presentes para focar em conflitos absurdos com soluções milagrosas. Hollywood vive tempos nos quais a originalidade tem atuado como uma ferramenta secundária aos estúdios. Percebendo que poderiam faturar muito mais com sequências, derivados e refilmagens do que com projetos originais, os quais

Henrique Debski
há 4 dias4 min de leitura


XXII FANTASPOA | Corporate Retreat, de Aaron Fisher (Idem, 2026)
Enquanto satiriza o mundo corporativo através de “escape room” e horror corporal, Corporate Retreat entrega seus mistérios com facilidade, e subestima o espectador com passagens inverossímeis. No mundo globalizado, através de relatos em redes sociais, tem sido cada vez mais comuns histórias de pessoas vivenciando estranhas dinâmicas de RH em empresas e escritórios. Com aquelas ideias de integração de equipe e fortalecimento de laços entre colegas, por vezes essas propostas

Henrique Debski
8 de mai.6 min de leitura


XXII FANTASPOA | The Trek, de Meekaaeel Adam (Idem, 2026)
The Trek promete muito e verbaliza tudo, em experiência verborrágica que pouco usa da imagem para a construção de uma mitologia, que de tão fechada em si, impossibilita um diálogo real para com o espectador e beira o incompreensível. Durante muitas décadas, a temática da colonização no cinema sempre foi abordada pelo olhar dos países e povos colonizadores, em retratos sobre escravidão e supressão de culturas, impondo suas próprias visões de mundo como algo único e "correto”

Henrique Debski
7 de mai.6 min de leitura


XXII FANTASPOA | COMPILADO – “The Peril At Pincer Point”, “Godzilla em Santa Fe”, “La Frecuencia Kirlian”, “CAMP”, “Interior”, “The Vile”, “The Arbiter”
Nesta publicação, o objetivo é trazer críticas em formato reduzido sobre alguns filmes que assisti durante minha cobertura da XXII Fantaspoa! Cena de Interior, dirigido por Pascal Schuh, e vencedor do prêmio de Melhor Filme da Mostra Internacional do XXII Fantaspoa. The Peril At Pincer Point (Idem, 2026) Direção: Jake Kuhn and Noah Stratton-Twine Origem: Reino Unido Duração: 83 minutos Avaliação: 3.5/5 A ideia abordada pelos diretores Jake Kuhn e Noah Stratton-Twine acerca

Henrique Debski
6 de mai.11 min de leitura


XXII FANTASPOA | Peeping Todd, de Josh Munds (Idem, 2026)
Como um musical, Pepping Todd canta sobre stalking, e elabora um triangulo amoroso abusivo, enquanto se esquiva de abordagens problemáticas ao desvencilhar a vítima de seus pretendentes machistas. Desafiando todas as possibilidades, eu jamais seria capaz de imaginar que um dia assistiria a um musical sobre stalking. Como um problema cada vez mais relevante, e discutido sobretudo no âmbito da violência contra a mulher, o cinema, em diversas oportunidades já se debruçou sobre

Henrique Debski
5 de mai.6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Life at Sandy’s, de Aleksandra Hansen (Idem, 2026)
Partindo de uma “sitcom fantasmagórica”, Life at Sandy’s pouco extrai de sua proposta, em filme de terror tímido, que se deixa levar pelas belas composições visuais, esquecendo-se de desenvolver o universo e a tragédia da protagonista. Lembro-me como se fosse ontem da época, quando adolescente, em que costumava jogar videogame – especialmente Minecraft – ouvindo a creepypastas na internet. Entre as muitas que cheguei a escutar, uma das que mais gostava era Candle Cove, sobr

Henrique Debski
4 de mai.6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Appofeniacs, de Chris Marrs Piliero (Idem, 2026)
Entre IA e “deepfakes”, na comédia de erros Appofeniacs a realidade se torna confusa, e Chris Marrs Piliero acende o alerta para o uso indiscriminado da tecnologia como arma de destruição social. A palavra “apofenia” não é das mais utilizadas em nosso vocabulário cotidiano, ainda que seu significado faça parte do dia a dia, como uma característica natural do ser humano. Trata-se da tendência em perceber padrões, conexões ou significados contidos em informações aparentemente

Henrique Debski
1 de mai.6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Quince, de Jack Zagha e Yossy Zagha (Idem, 2026)
Na intenção de trabalhar diversos temas, Quince sucumbe às próprias críticas, em narrativa que explora os corpos de suas protagonistas adolescentes, enquanto às submete à diversas violências sob o pretexto de uma comédia de horror. Em uma aproximação com a cultura latina como um todo, no México as festas de quinze anos também são uma espécie de tradição entre as adolescentes. Tratada a data e o ano como um rito de passagem e amadurecimento, algo que advém das antigas festas

Henrique Debski
30 de abr.5 min de leitura


CRÍTICA | Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra, de Gore Verbinski (Good Luck, Have Fun, Don’t Die, 2026)
Gore Verbinski mira as redes sociais e inteligência artificial em seu retorno ao cinema depois de uma década, com ficção-científica que abraça o humor nonsense para alertar sobre os perigos de um futuro hiper conectado. Já se passou quase uma década desde quando Gore Verbinski nos presenteou com A Cura (2017), seu último filme até então. Naquela época, se apropriava de um subgênero do terror clássico para construir um filme sobre monstros a partir da doença do século: a dep

Henrique Debski
29 de abr.5 min de leitura


XXII FANTASPOA | Os Infiéis, de Tomás Fleck (Idem, 2026)
Em Os Infiéis, Tomás Fleck coloca um padre entre a batina e o amor, em comédia romântica leve, que explora tradições eclesiásticas enquanto o confessionário torna-se centro de reviravoltas. Em tempos de ‘redescoberta’ das comédias românticas nos cinemas, um projeto como Os Infiéis resgata uma estética há cerca de uma década escanteada, por muito tempo aproveitada apenas em filmes para streaming ou televisão, e que agora tem sido objeto de novo interesse, especialmente ao ci

Henrique Debski
28 de abr.6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Deathgasm 2: Goremageddon, de Jason Lei Howden (Idem, 2026)
Dez anos após o primeiro longa, Jason Lei Howden acumula experiência no cinema de gênero, retornando ao universo em sequência mais autoconsciente, menos problemática, e mais profunda na construção dos conflitos. Conhecido pelo trabalho com efeitos digitais no cinema hollywoodiano, tendo colaborado em grandes produções, inclusive as trilogias Senhor dos Anéis e O Hobbit, o cineasta neozelandês Jason Lei Howden fez sua estreia como diretor com a comédia de terror Deathgasm, n

Henrique Debski
27 de abr.6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Cielo, de Alberto Schiamma (Idem, 2026)
Entre o drama de amadurecimento e o “road movie”, em Cielo Alberto Schiamma encanta pela sensibilidade de uma jornada dolorosa, vivida por uma criança em meio ao deserto boliviano. Estonteado o público pela beleza do cenário de um deserto boliviano, Alberto Schiamma já propõe uma provocação nos instantes iniciais, quando a protagonista, a garota Santa, de apenas oito anos de idade, engole, sozinha, e sem mastigar, um peixe vivo que retirou de um lago. Em uma breve exploração

Henrique Debski
25 de abr.6 min de leitura


XXII FANTASPOA | Body Blow, de Dean Francis (Idem, 2026)
Em um neo-noire queer, Dean Francis resgata a estética dos thrillers policiais e eróticos dos anos 1990, e faz de Body Blow uma volta ao passado sob o olhar do presente. Há algum tempo que venho sentindo falta dos thrillers policiais típicos dos anos 1990/2000, muitas vezes filmes de médio orçamento, boas cenas de ação, tensão sexual, mistério envolvente e cores vibrantes. O cinema contemporâneo, especialmente hollywoodiano, parece ter perdido a empolgação e a paixão desta ép

Henrique Debski
24 de abr.7 min de leitura


XXII FANTASPOA | Dead Eyes, de Richard E. Williams (Idem, 2026)
Dead Eyes se diferencia pela câmera em primeira pessoa, oferecendo uma experiência imersiva à mente de seu protagonista, enquanto lida, no presente, com as consequências de traumas familiares do passado. Na contramão de uma infinidade de filmes de terror parecidos, e cansado de obras genéricas com pessoas presas em florestas amaldiçoadas ou sendo perseguidas por criaturas assassinas, como já se fizera ao longo de tantos anos das mais variadas formas, Richard E. Williams teve

Henrique Debski
23 de abr.5 min de leitura


10º OVERLOOK FILM FESTIVAL | Suffocation, de Louis Chan e Stone Chang (晚窒息, 2026)
Com câmera na mão, em sucessivos planos-sequência, Suffocation teme assumir-se como um “found-footage”, se tornando um terror de maldição confuso – e pior, genérico. Nos primeiros minutos de Suffocation , os créditos iniciais aparecem em tela sob uma música instrumental suave, com uma adolescente nadando, e a câmera, estática, posicionada ao fundo da piscina. Assim se mantém durante alguns poucos minutos, até que a garota é fortemente puxada para dentro d’água, acompanhada

Henrique Debski
22 de abr.7 min de leitura


XXII FANTASPOA | Armageddon Road, de Karen Lam (Idem, 2026)
Armageddon Road sabe contornar as limitações orçamentárias experimentando com a própria linguagem, mas se perde em thriller lento, que fala mais do que resolve. No clima de um jogo de cartas em um quarto de hotel, Armageddon Road já exala a atmosfera dos anos 1970 desde seus primeiros instantes. O clima competitivo, com a câmera rodando entre os apostadores, explora um ambiente de homens endividados, sedentos por dinheiro, e devedores de montantes que provavelmente não serão

Henrique Debski
21 de abr.6 min de leitura


10º OVERLOOK FILM FESTIVAL | New Group, de Yûta Shimotsu (Idem, 2026)
Yûta Shimotsu faz de New Group uma metáfora para retratar o conformismo na sociedade, na qual a expressão individual é suprimida em prol do pensamento coletivo, e toda discordância é perseguida. O cinema de Yûta Shimotsu já me surpreendera na edição anterior do Overlook Film Festival, quando seu Best Wishes to All revelou-se um terror atmosférico muito perspicaz em sua abordagem crítica à sociedade japonesa a partir de conflitos morais, e uma desconstrução de heranças famil

Henrique Debski
20 de abr.7 min de leitura
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